sábado, 29 de janeiro de 2011

Educação Inclusiva: Idéias e Propostas


FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES  EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS
Módulo 1: Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis e Política Nacional de Educação Especial

Educação Inclusiva: Idéias e Propostas

Texto redigido por Jeober, Dianayara, Geomar e Marcelo
Grupo: Paulo Afonso

            Oferecer oportunidades para que os portadores de Necessidades Educacionais Especiais possam se sentir incluídos no processo educacional tem sido o grande desafio da educação especial neste novo tempo.
            Para contribuir com esta discussão a Secretaria de Educação Especial (SEESP) do Ministério de Educação (MEC) elaborou um documento intitulado Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva que contém diretrizes para o sistema de ensino.
            Tal documento orienta que os estabelecimentos de ensino que precisam se adaptar estruturalmente (física e tecnologicamente), que os profissionais de educação sejam capacitados, que o ensino comum deva estar articulado com este atendimento especial, que devam existir instrumentos que possam acompanhar e avaliar esse atendimento.  Que a oferta se apresente desde o início da educação infantil, que as demais modalidades de educação possibilitem a ampliação de oportunidades de escolarização, dando condições e abrir um leque de possibilidades aos portadores de necessidades especiais obter uma formação que lhes proporcione o  ingresso no mundo culturalmente excludente, e da efetiva participação social. E que haja um trabalho em parceria trabalho com os demais setores da administração pública para poder oferecer, com qualidade, recursos de acessibilidade.
            Mesmo diante de tanta discussão relacionada ao tema, ainda percebe-se que os avanços vem ocorrendo a passos lentos. A sociedade não aderiu conscientemente para que houvesse uma resposta rápida dos entes administrativos. As ruas, em sua maioria continua oferecendo obstáculos aos deficientes visuais, aos cadeirantes. As pessoas com síndrome de Dawn ainda são hostilizadas. São os vestígios da Grécia antiga (Esparta, principalmente), predominantes na mentalidade de muitas pessoas neste novo milênio.
            A educação é direito de todos e dever da Federação, Estados e Municípios oferecê-la gratuitamente. Todos nascemos livres e portadores de direitos e deveres. Vários são os exemplos de pessoas ditas diferentes que tem demonstrado na prática que são capazes de superar a sua deficiência e desenvolver um trabalho tão digno quanto os ditos normais.
Uma proposta de educação inclusiva implica um processo, antes de tudo, de conscientização política de que todos devem ser agentes do ato educativo, independente de religião, etnia, gênero, sexualidade etc., partindo de um sistema redutor dessa exclusão que atenda, sobretudo, às adversidades sociais. Incluir é, portanto, colocar valores em ação pedagógica para que se otimize a participação de todos na aprendizagem. É propiciar uma intervenção estratégica na educação, pois é uma forma de assumir o ato educativo enquanto ato político de transformação social. Parece ficar, porém, ecoando a pergunta de lugar comum que faz parte da cultura pedagógica brasileira ante os grandes e polêmicos temas em educação: como elaborar uma proposta de educação inclusiva no intuito de diminuir as desigualdades na educação? O processo de conscientização deve envolver alunos, professores, comunidade, sociedade, movimentos organizados como: associação de moradores, sindicatos, instituições, movimentos sociais etc., apropriando-se de um método ativo, dialogal, crítico e criticizador.
No entanto, para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva, não basta que os docentes adotem o conceito de inclusão. É necessário que utilizem uma abordagem inclusiva do currículo; isto significa a existência de um currículo comum a todos os alunos, possibilitando-lhes a oportunidade de se envolverem de forma positiva nas atividades da classe.
Desta nova abordagem educacional é fundamental que escola seja capaz de aceitar a responsabilidade do progresso de todos os alunos, pelo que a adoção de um programa inclusivo pressupõe, necessariamente, uma abordagem que substitua o modelo tradicional consubstanciado na avaliação do aluno - prescrição - e ensino especializado, para uma abordagem focalizada na classe e avaliação das condições do ensino/aprendizagem.
Um currículo inclusivo baseia-se no princípio de que as boas práticas são apropriadas a todos os alunos, de forma a conseguir-se uma aprendizagem significativa para cada aluno. Desta forma é indispensável que o docente possua conhecimentos que lhe permitam ensinar, na mesma classe, alunos com capacidades diferentes e com níveis diferenciados de conhecimentos prévios.
Cada vez há uma maior evidência de que os alunos com necessidades educativas especiais não necessitam de estratégias pedagógicas distintas; podem precisar de mais tempo, de mais práticas ou de abordagens com variações individualizadas, mas não de estratégias diferentes das utilizadas com os outros alunos.


              

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