segunda-feira, 22 de novembro de 2010

REGISTRO FINAL DA INTERVENÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR




REGISTRO FINAL DA INTERVENÇÃO


 DADOS

1-      ORIENTANDO (A): Geomar Lima Nogueira

2-      ORIENTADOR (A): Maria Gilvanira Gomes

3-      TEMA:     O ESVAZIAMENTO DA DISCIPLINA NA ESCOLA

4-      ESCOLA: Escola Municipal Gilberto de Barros Pedrosa

5-      PERÍODO: Março/Dezembro de 2010


AÇÕES PREVISTAS NO PROJETO DE INTERVENÇÃO

Pesquisa sobre o tema violência escolar;
Promoção de discussão com os professores e os alunos sobre o tema em estudo;
Aplicação de questionários sobre o tema para alunos e professores e pais;
Promoção de atividades pedagógicas que desenvolvam a afetividade, a valorização da vida e a paz.



DETALHAMENTO DAS AÇÕES REALIZADAS

Inventário dos indicadores da violência em cada espaço escolar; Questionários, entrevistas e sistematização dos resultados. -Alunos, Professores, Funcionários e pais.
Debate / discussão sobre os indicadores da violência; Seminários, núcleo de discussões / debates e oficinas.
Organização de atos culturais; Teatro, música, atividades plásticas (pinturas e cartazes,) /Alunos, Professores, Pais.
Oficina de pais e responsáveis; Debates, discussões, entrevistas. / Pais e entidades comunitárias.
Integração dos projetos afins; Encontro e debate com outros projetos existentes na escola e na comunidade. / Instituições e entidades comunitárias.
Integração entre escolas; Visita de grupos de alunos e professores para partilha e discussões. / Alunos e Professores.



DIFICULDADES ENCONTRADAS

A indisciplina representa um dos principais fenômenos que geram dificuldades no contexto escolar. Esse fato vem se agravando de tal forma que nem a escola nem a família conseguem solucionar o problema. O professor que vem para ministrar sua aula desmotivado, fatores externos que influenciam nas relações e comportamentos no ambiente escolar, a relação familiar: pais e filhos, mães e filhos  repleta de afetividade o que dificulta a visualização dos problemas e dificuldades de forma ampla, ou seja, para um pai é difícil entender que seu filho possa ter atitudes de desrespeito diante do professor, são  exemplos de algumas das dificuldades.
A agressividade, a birra, podem surgir dentro do ambiente familiar e são fatores que podem intensificar o aparecimento da indisciplina do aluno na escola.



RESULTADOS ALCANÇADOS

Diminuição das agressões físicas e verbais entre alunos e entre pais e alunos, reconhecimento dos pais quanto as suas atitudes e o poder que elas tinham sobre a vida escolar dos seus filhos, maior respeito aos professores por parte e pais e alunos.



REFLEXÕES SOBRE A INTERVENÇÃO

A sociedade mudou a família também, o aluno de hoje é diferente, mas a escola continua com seus métodos de ensino como a décadas atrás. Assim, o comportamento indisciplinado do aluno sinalizaria que algo na escola e na sala de aula não está ocorrendo de acordo com as expectativas principalmente dos alunos, e mais, estes estariam reivindicando mudanças necessárias para que se realize o objetivo da escola: uma educação de qualidade, que desperte o interesse do aluno pelo aprendizado e pelo ambiente escolar. É preciso continuar investindo na melhoria da qualidade do ensino em nossas escolas, para isso é fundamental o maior interesse das políticas públicas na educação, incentivando a formação e aperfeiçoamento do quadro docente, realizando melhorias do espaço físico das escolas, além de contar com a participação efetiva da família e da comunidade.
Após o término da pesquisa nos sentimos, cada vez mais, comprometidos com essa realidade. Se buscamos coerência nas ações tomadas de antemão temos que analisar e conhecer a rede de elementos que constitui o problema a ser resolvido. Nesse sentido, compreender os sentidos e significados que são atribuídos pelos personagens que constituem a escola, ou seja, diretores, coordenadores, professores e alunos são indispensáveis. A partir do olhar que eles dirigem sobre essa questão conseguiremos tomar consciência de onde deve iniciar o processo de intervenção.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O MITO DA CAVERNA

Há muito tempo atrás, o filósofo Platão criou o mito da caverna, onde, segundo, esse mito, haveria uma caverna subterrânea onde uma comunidade humana vivia sem nunca terem saído. A única coisa que conheciam eram suas próprias sombras refletidas nas paredes. A entrada dessa caverna ficava bem distante de onde eles estavam, mas todos sabiam onde eram, entretanto, ninguém nunca tentou sair, pois os mais antigos diziam que era muito perigo.

Porém, um dos membros, inquieto quanto a isso resolveu sair e viu que o mundo fora era muito bonito e não tinha nada de perigoso, pelo contrário, era um lugar onde poderiam viver muito bem. Voltou para a caverna e contou para todos o que viu. Ao ouvirem seu depoimento, a comunidade ficou chocada e passaram a condená-lo e tratá-lo como louco. Ele não se conformou quanto a isso, queria levar os outros para fora, para terem uma vida bem melhor. Entretanto, eles tinham muito medo de se arriscarem e resistiram àquilo que o rapaz falava.

O rapaz acabou sendo isolado, no entanto, ele continuou com sua missão de fazer a comunidade conhecer o mundo que existia fora da caverna. Até que um dia, o líder da comunidade concluiu que aquele rapaz representava uma ameaça, pois estava incitando a comunidade a desobedecer ordens há muito tempo estabelecidas. Ele convocou uma reunião onde foi decidido que ele deveria ser morto. O rapaz foi assassinado e a comunidade continuou a vivendo nas trevas.

PARA REFLETIR:
A grande questão é: Temos coragem de sair da caverna? Ou é melhor permanecer dentro da caverna e deixar as coisas como estão? Se permanecermos é porque somos alienados e incapazes de reconhecer a verdadeira realidade, permanecendo só nas aparências. Se sairmos, não teremos coragem de voltar e permanecer, pois quem conhece a realidade e se conscientiza dela, jamais descansará porque sabe de sua missão. Portanto, nos cabe em primeiro lugar, refletir sobre nosso gesto de contempladores; em segundo, é tomar consciência da nossa realidade; e em terceiro, é retornar a caverna para tirar quem ainda está lá.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Visão

A Escola Municipal Gilberto de Barros Pedrosa tem sua visão em ação educativa, fundamentada nos princípios da universalização de igualdade de acesso, permanência e sucesso, da obrigatoriedade da Educação Básica e da gratuidade escolar.
A proposta é uma Escola de qualidade, democrática, participativa e comunitária, como espaço cultural de socialização e desenvolvimento do/a educando/a visando também prepará-lo/a para o exercício da cidadania através da prática e cumprimento de direitos e deveres.

Missão

A Escola Municipal Gilberto de Barros Pedrosa tem por missão: atender o disposto nas Constituições Federal e Estadual, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente, ministrar o Ensino Fundamental e a Educação Infantil observadas, em cada caso, a legislação e as normas especificamente aplicáveis

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Turma do 3º Ano B/ Tuno Matutino

Professora Maria Neide

Turma do 1ª ano

Professora Iris Nogueira

Perfil da Comunidade do entorno

        A Escola está  localizada  próxima a  um bairro  famoso  pela violência que marca o seu dia a dia, ligada principalmente  a  problemas  de consumo e tráfico de drogas, roubos e assassinatos. Há toda uma população  pobre,  carente  e  trabalhadora,  geralmente   migrada   de   outros  Estados  do  Brasil (Nordeste, principalmente)  convivendo  com  o  crime  e  a  marginalidade  e sem outra condição de moradia a não ser nos arrabaldes da cidade.  Residem  em  habitações  com  mínimo  conforto, geralmente  inacabadas,  de  alvenaria,  ou  em  barracos  de  madeira  e  restos  de  construção. A estrutura urbana oferece água encanada  em boa parte das casas, assim como eletricidade. Poucas, porém, usufruem de  esgotos  públicos, calçamento e iluminação. Não contando com empresas de grande porte que ofereça vagas de emprego,  a  população  local vê-se obrigada a deslocamentos  diários, em  busca de trabalho em outros bairros.

Perfil dos Estudantes

       Grande parte dos discentes desta Unidade de Ensino tem dificuldades econômicas, devido ao desemprego e subemprego das famílias. Alguns alunos necessitam auxiliar sua família com alguma atividade de renda e por isso evadem ou muitas vezes não freqüentam normalmente as aulas. A grande maioria mora de aluguel ou casa cedida por terceiros, as condições destas moradias são extremamente precárias.
       Outras grandes dificuldades encontradas são: conflitos familiares, separação dos pais, negligência por parte dos pais, violência doméstica e urbana, o contato direto ou indireto com drogas, bebida alcoólica e cigarro.
       Apresentam comportamento agressivo, atitudes sexuais não compatíveis com a idade, pequenos furtos, etc. Uma grande parte dos alunos possui uma saúde fragilizada apresentando algumas patologias como: gripes, resfriados,  escabiose, sarnas, problemas intestinais, dor de dente, dor de cabeça e outras.

Estrutura física

       A Escola está instalada  num prédio que necessita  passar por uma reforma. Conta com 5 salas de aula, uma delas servindo de sala e secretaria ao mesmo tempo, 1 cozinha, 2 sanitários, para alunos e professores, pátio sem cobertura, muro cercado por arame farpado, não tem área de lazer, sala de professores, espaço adequado para a recreação da educação infantil. A conservação  em  geral  é  boa, graças  ao  trabalho de conscientização de alunos e comunidade visando a preservação do patrimônio  próprio escolar. As aulas de Educação Física são realizadas na quadra da comunidade.

Estrutura Organizacional


Nome
Cargo
Especialização(ões)
Carga horária
Turno de trabalho
Geomar Lima Nogueira
Diretora
Docência do Ensino Superior ( Cursando)
40h
Matutino
Vespertino
Maria Tânia Rodrigues Teixeira
Vice‑ Diretora
Alfabetização
40h
Matutino Vespertino
Ana Maria Calheiro de Moraes
Coordenadora

40h
Matutino Vespertino
Maria de Lourdes Bispo
Professora

20h
Vespertino
Íris Nogueira Feitosa
Professora

20h
Matutino Vespertino
Adriano Reis Antonio
Professora

20h
Matutino Vespertino
Janaina Lima S. Souza
Professora

20h
Vespertino
Kátia Teixeira Lima
Professora

20h
Vespertino
Irenilda Gomes de Sá
Professora

40h
Matutino Vespertino
Maria Neide Lima da Silva
Professora

20h
Matutino
Maria de Jesus Souza Cruz
Professora

20h
Matutino
Madalena Santos Araújo Figueiredo
Professora

20h
Vespertino
Graciete Teixeira Rodrigues
Professora

40h
Matutino Vespertino
Cremilda Canuto
Aux. Ser. Gerais

20h
Matutino Vespertino
Josemi Saraiva
Aux. Ser. Gerais

20h
Matutino Vespertino
Valeria Lima Teixeira


20h
Matutino Vespertino
Célia Alves Lima


20h
Matutino Vespertino
Nivaldo da Silva



Noturno
Francisco João Silva Santos



Noturno
























Histórico da formação da escola

       Com o aumento do povoado e o número de famílias aumentando, surge a necessidade de uma escola, para que os filhos dos moradores pudessem estudar próximas a suas residências. Dona Amélia teve a iniciativa de falar com o prefeito da época e  ofereceu sua residência  para servir como escola. A primeira professora foi sua filha Adelaide. Entretanto teve que enfrentar muitas dificuldades tais como o local para dar aulas, sem merenda e  zeladora. A  mesma foi corajosa e movimentou-se  pedindo auxílio aos moradores, assim sendo o  Sr.Dé ofereceu a  sua casa para ela trabalhava  normalmente. Estudavam alunos da Vila Matias  e do BTN III, um bairro periférico de Paulo Afonso. Com o passar dos anos o Sr.Dé necessitou de sua casa e a professora teve que devolver, pois foi um acordo entre eles. Lá estava a escola sem local. O número de alunos era grande e formavam-se turmas de 1ª a 4ª séries, além do Mobral à noite, junto estimava-se 120 alunos, o tempo foi passando e não tinha como acomodar todos os alunos,com isso foi construída uma escola e no final de 1985, que só foi concluída em 1987. A primeira e única reforma da escola foi realizada no mandato do Sr. Dr. Anilton Bastos Pereira o qual  na época reinaugura em grande estilo com festa para os alunos, funcionário e comunidade, os alunos receberam, livros, brinquedos e praticavam atividades lúdicas. O vereador da época Dernival Oliveira Júnior (o Val) resolveu homenagear  o dono da  Livraria Universitária o Sr. Gilberto de Barros Pedrosa.