sábado, 29 de janeiro de 2011

REGISTRO FINAL DA INTERVENÇÃO


UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR



REGISTRO FINAL DA INTERVENÇÃO


 DADOS

1-      ORIENTANDO (A): Geomar Lima Nogueira

2-      ORIENTADOR (A): Maria Gilvanira Gomes

3-      TEMA:     O ESVAZIAMENTO DA DISCIPLINA NA ESCOLA

4-      ESCOLA: Escola Municipal Gilberto de Barros Pedrosa

5-      PERÍODO: Março/Dezembro de 2010


AÇÕES PREVISTAS NO PROJETO DE INTERVENÇÃO

Pesquisa sobre o tema violência escolar;
Promoção de discussão com os professores e os alunos sobre o tema em estudo;
Aplicação de questionários sobre o tema para alunos e professores e pais;
Promoção de atividades pedagógicas que desenvolvam a afetividade, a valorização da vida e a paz.



DETALHAMENTO DAS AÇÕES REALIZADAS

Inventário dos indicadores da violência em cada espaço escolar; Questionários, entrevistas e sistematização dos resultados. -Alunos, Professores, Funcionários e pais.
Debate / discussão sobre os indicadores da violência; Seminários, núcleo de discussões / debates e oficinas.
Organização de atos culturais; Teatro, música, atividades plásticas (pinturas e cartazes,) /Alunos, Professores, Pais.
Oficina de pais e responsáveis; Debates, discussões, entrevistas. / Pais e entidades comunitárias.
Integração dos projetos afins; Encontro e debate com outros projetos existentes na escola e na comunidade. / Instituições e entidades comunitárias.
Integração entre escolas; Visita de grupos de alunos e professores para partilha e discussões. / Alunos e Professores.



DIFICULDADES ENCONTRADAS

A indisciplina representa um dos principais fenômenos que geram dificuldades no contexto escolar. Esse fato vem se agravando de tal forma que nem a escola nem a família conseguem solucionar o problema. O professor que vem para ministrar sua aula desmotivado, fatores externos que influenciam nas relações e comportamentos no ambiente escolar, a relação familiar: pais e filhos, mães e filhos  repleta de afetividade o que dificulta a visualização dos problemas e dificuldades de forma ampla, ou seja, para um pai é difícil entender que seu filho possa ter atitudes de desrespeito diante do professor, são  exemplos de algumas das dificuldades.
A agressividade, a birra, podem surgir dentro do ambiente familiar e são fatores que podem intensificar o aparecimento da indisciplina do aluno na escola.



RESULTADOS ALCANÇADOS

Diminuição das agressões físicas e verbais entre alunos e entre pais e alunos, reconhecimento dos pais quanto as suas atitudes e o poder que elas tinham sobre a vida escolar dos seus filhos, maior respeito aos professores por parte e pais e alunos.



REFLEXÕES SOBRE A INTERVENÇÃO

A sociedade mudou a família também, o aluno de hoje é diferente, mas a escola continua com seus métodos de ensino como a décadas atrás. Assim, o comportamento indisciplinado do aluno sinalizaria que algo na escola e na sala de aula não está ocorrendo de acordo com as expectativas principalmente dos alunos, e mais, estes estariam reivindicando mudanças necessárias para que se realize o objetivo da escola: uma educação de qualidade, que desperte o interesse do aluno pelo aprendizado e pelo ambiente escolar. É preciso continuar investindo na melhoria da qualidade do ensino em nossas escolas, para isso é fundamental o maior interesse das políticas públicas na educação, incentivando a formação e aperfeiçoamento do quadro docente, realizando melhorias do espaço físico das escolas, além de contar com a participação efetiva da família e da comunidade.
Após o término da pesquisa nos sentimos, cada vez mais, comprometidos com essa realidade. Se buscarmos coerência nas ações tomadas de antemão temos que analisar e conhecer a rede de elementos que constitui o problema a ser resolvido. Nesse sentido, compreender os sentidos e significados que são atribuídos pelos personagens que constituem a escola, ou seja, diretores, coordenadores, professores e alunos são indispensáveis. A partir do olhar que eles dirigem sobre essa questão conseguiremos tomar consciência de onde deve iniciar o processo de intervenção.

As pedagogias


ATIVIDADE PRESENCIAL
NOME: Geomar Lima Nogueira
CIDADE PÓLO: Paulo Afonso
DATA: 09/09/2009        CURSO: Docência do Ensino Superior

 Pedagogia tradicional
Nesta tendência pedagógica, as ações de ensino estão centradas na exposição dos conhecimentos pelo professor. O professor assume funções como vigiar e aconselhar os alunos, corrigir e ensinar a matéria. É visto como a autoridade máxima, um organizador dos conteúdos e estratégias de ensino e, portanto, o único responsável e condutor do processo educativo. Há predominância da exposição oral dos conteúdos, seguindo uma seqüência predeterminada e fixa, independentemente do contexto escolar; enfatiza-se a necessidade de exercícios repetidos para garantir a memorização dos conteúdos. Os conteúdos e procedimentos didáticos não estão relacionados ao cotidiano do aluno e muito menos às realidades sociais. O professor transmite o conteúdo como uma verdade a ser absorvida.
 Como conseqüência desta influência, a ação docente é fragmentada e assentada na memorização, os profissionais educadores têm dificuldades de utilizar outras formas de ensinar que não a de transmitir conhecimentos. As repercussões dessa corrente pedagógica, tanto em nível individual quanto social, são:
• Em nível individual: (a) hábito de tomar notas e memorizar; (b) passividade do aluno e falta de atitude crítica; (c) profundo "respeito" quantos fontes de informação, sejam elas professores ou textos; (d) distância entre teoria e prática; (e) tendência ao racionalismo radical; (f) preferência pela especulação teórica; e (g) falta de "problematização" da realidade.
 • Em nível social: (a) adoção inadequada de informações científica e tecnológica de países desenvolvidos; (b) adoção indiscriminada de modelos de pensamento elaborado em outras regiões (inadaptação cultural); (c) individualismo e falta de participação e cooperação; e (d) falta de conhecimento da própria realidade e, conseqüentemente, imitação de padrões intelectuais, artístico e institucionais estrangeiros; submissão à dominação e ao colonialismo; manutenção da divisão de classes sociais .


 Pedagogia renovada
Essas correntes, embora admitam divergências, assumem um mesmo princípio norteador de valorização do indivíduo como ser livre, ativo e social O centro da atividade escolar não é o professor nem os conteúdos disciplinares, mas sim o aluno, como ser ativo e curioso. O mais importante não é o ensino, mas o processo de aprendizagem.
O professor facilita o desenvolvimento livre e espontâneo do indivíduo, o processo de busca pelo conhecimento, que deve partir do aluno. Cabe ao professor organizar e coordenar as situações de aprendizagem, adaptando suas ações às características individuais dos alunos, para desenvolver capacidades e habilidades intelectuais de cada um. O professor estimula ao máximo a motivação dos alunos, despertando neles a busca pelo conhecimento, o alcance das metas pessoais, metas de aprendizagem e desenvolvimento de competências e habilidades. Desta forma, o processo de ensino é desenvolvido para proporcionar um ambiente favorável ao autodesenvolvimento e valorização do "eu" do aluno.

Pedagogia por condicionamento
Esta pedagogia se concentra no modelo da conduta mediante um jogo eficiente de estímulos e recompensas capaz de "condicionar" o aluno a emitir respostas desejadas pelo professor. A prática pedagógica é altamente controlada e dirigida pelo professor, com atividades mecânicas inseridas em uma proposta educacional rígida e passível de ser totalmente programada em detalhes.
Nesta tendência, o professor funciona como modelador do comportamento através de técnicas específicas. Os conteúdos de ensino são as informações, os princípios científicos, as leis, entre outros, ordenados em uma seqüência lógica e psicológica por especialistas. É privilegiado no ensino o conhecimento observável e mensurável, advindo da ciência objetiva, eliminando-se qualquer sinal de subjetividade. Os métodos utilizados são os procedimentos e técnicas necessários ao arranjo e controle do ambiente da aprendizagem a fim de que seja assegurada a transmissão/recepção das informações. As conseqüências da pedagogia do condicionamento ou modelagem da conduta são as seguintes:
• Em nível individual: (a) aluno ativo, emitindo respostas que o sistema o permitir; (b) alta eficiência da aprendizagem de dados e processos; o aluno não questiona os objetivos nem o método, tampouco participa em sua seleção; (c) o aluno tem oportunidade de criticar as mensagens (conteúdos) do programa; (d) o tipo e a oportunidade dos reforços são determinados pelo programador do sistema; (e) tendência ao individualismo salvo quando o programa estabelece oportunidades de co-participação; (f) tendência à competitividade: o aluno mais rápido ganha em status e em acesso a materiais ulteriores; e (g) tendência a renunciar à originalidade e à criatividade individuais: as respostas corretas são preestabelecidas.
• Em nível social: (a) tendência à robotização da população com maior ênfase na produtividade e eficiência do que na criatividade e na originalidade; (b) costumes de dependência de uma fonte externa para o estabelecimento de objetivos, métodos e reforços: desenvolvimento da necessidade de um líder; (c) falta de desenvolvimento de consciência crítica e cooperação; (d) suscetibilidade dos programas à manipulação ideológica e tecnológica; (e) ausência de dialética "professor-conteúdo", salvo em sessões eventuais de reajustes; (f) dependência de fontes estrangeiras de programas, equipamentos e métodos; (g) tendência ao conformismo por razões superiores de eficiência e pragmatismo utilitário.
O que é valorizado nessa perspectiva não é o professor, mas a tecnologia; o professor passa a ser um mero especialista na aplicação de manuais e sua criatividade fica restrita aos limites possíveis e estreitos da técnica utilizada. A função do aluno é reduzida a um indivíduo que reage aos estímulos de forma a corresponder a respostas esperadas pela escola, para ter êxito e avançar. Seus interesses e seu processo particular não são considerados e a atenção que recebe é para ajustar seu ritmo de aprendizagem ao programa que o professor deve implementar.

Pedagogias críticas
Nesta pedagogia, a educação é uma atividade em que professores e alunos são mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa realidade, a fim de nela atuarem, possibilitando a transformação social.
A experiência provada na educação tradicional mostra que neste sistema só se formam indivíduos medíocres, por não haver estímulo para a criação. Na educação renovada, pretende-se uma libertação psicológica individual, sendo na realidade uma educação domesticadora, já que em nada contribui para desvelar a realidade social de opressão. Já a educação libertadora questiona concretamente a realidade das relações do homem com a natureza e com os outros homens, visando a uma transformação
Nesta pedagogia, o método de ensino é realizado na forma de trabalho educativo, através dos grupos de discussão. O professor está ao mesmo nível de importância em relação aos alunos, visto que seu papel é animar a discussão. Dessa forma, o método de ensino se baseia na relação dialógica entre os atores da aprendizagem, tanto alunos quanto professor. A aprendizagem se dá através de uma ação motivada, da codificação de uma situação problema, da qual se distancia para analisá-la criticamente. Aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelo educando, que se dá através de uma aproximação crítica dessa realidade. O que é aprendido não decorre da imposição ou memorização, mas do nível crítico de conhecimento ao qual se chega pelo processo de compreensão, reflexão e crítica.
                                                                                                                       
ANALISE DAS PEDAGOGIAS
Em um país com tamanha diversidade cultural, grandes extensões territoriais e uma enorme desigualdade de oportunidades educacionais, muitas vezes deparamos com realidades educacionais bastante distintas.
Há regiões do Brasil em que os docentes não recebem nenhum suporte teórico-metodológico à sua prática pedagógica e, quando o recebem, muitas vezes não conseguem incorporar no contexto de sua sala de aula o que aprenderam nos programas oficiais de formação de leitores, a ponto de encontrarem uma ressignificação para suas práticas diárias. O professor,muitas vezes, não consegue relacionar a teoria à sua prática e até hoje muitas conquistas educacionais dos últimos 30 anos ainda não saíram da teoria para serem colocadas em prática. A condição de aluno pela qual muitos professores passaram durante anos em suas vidas marcou decisivamente suas concepções sobre a aquisição do conhecimento e sobre os estas não se modificam somente por ações pontuais.
Conseqüentemente, novas metodologias de ensino podem provocar desconforto e ameaça à sua identidade profissional. Muitos professores ainda preferem continuar trabalhando com os métodos tradicionais de ensino, uma vez que se sentem desconfortáveis ao não trabalharem com aquilo que lhes é familiar. Além disso, muitas vezes também se percebe uma certa desorientação coletiva que se reflete no pensamento e na ação educativa, em decorrência da incerteza que permeia as relações e as instituições sociais neste início do século XXI. É preciso que os educadores analisem o verdadeiro sentido esperado da educação para este século e que ajudem o ser humano a inserir-se na sociedade como um elemento de transformação. Em decorrência dos fatores expostos anteriormente, destaca-se que o professor, muitas vezes, vem exercendo sua profissão sem as mínimas condições necessárias para um desempenho satisfatório, necessitando trabalhar a reflexão e as múltiplas leituras em salas de aula bastante numerosas, pouco importando à instituição a qualidade de ensino que é oferecida a seus alunos. Torna-se, portanto, quase inevitável que o professor se utilize do poder conferido pela sua posição e atue com autoritarismo, dificultando em muito um adequado desenvolvimento do relacionamento interpessoal com seus alunos e deixando de promover interações harmoniosas nessa situação escolar. Certamente ele se utilizará do "poder" que lhe é conferido para tentar promover uma relação de ensino-aprendizagem relativamente satisfatória (para a direção da escola, não para os alunos!). O "poder" deveria ser visto e utilizado de maneira positiva e até mesmo necessária para manter a existência sadia do processo de ensino-aprendizagem e de um relacionamento equilibrado entre alunos e professores, mas não deveria tornar inviável o diálogo democrático dentro da sala de aula, inquietando, inibindo o aluno e perpetuando as desigualdades dentro e fora da sala de aula. A redistribuição do poder não apenas dentro da sala de aula entre professor e alunos, mas na sociedade como um todo, é defendida pelas abordagens da pedagogia crítica, nas quais os alunos são agentes ativos na construção do conhecimento e são levados a refletir criticamente sobre a realidade que os cerca. O poder deve, sim, ser utilizado como tentativa (que pode não ser bem sucedida) de dar voz aos alunos. Mas isso não significa dar um espaço pro forma e falsamente         democrático na instituição somente para dizer que o aluno pode expor suas idéias; à medida que o aluno tem seu espaço legitimado para falar, cabe ao educador ouvi-lo e, quando necessário, redirecionar suas ações para atender. O professor não deve mais ser concebido como um técnico, um simples executor de normas e coadjuvante da função reprodutiva da escola, mas sim como um profissional crítico e reflexivo sobre questões essenciais em sua prática docente, contribuindo tanto para a renovação do conhecimento pedagógico quanto do próprio ensino, na tentativa de permanentemente o adequar às necessidades dos alunos na época de transição em que vivemos.  

Aluno cadeirante


Caso de surdez


FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES  EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEL
 Florianópolis — Marcílio Camargo Delfes, de sete anos, cursa a 1ª série do ensino fundamental na Escola Básica Municipal Intendente Aricomedes da Silva, localizada no bairro Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis (SC). Ele tem surdez total e recebe atendimento educacional especializado oferecido pela escola. Outros 31 alunos com deficiência, de 11 instituições da região, também utilizam as salas de recursos da Escola Aricomedes.
Na sala de recursos multifuncionais, onde é realizado o atendimento educacional especializado, Marcílio é alfabetizado na Língua Brasileira de Sinais (Libras), trabalha o português escrito e pode utilizar equipamentos como computador, livros, revistas e jogos. Ele estuda pela manhã, mas em quatro dias da semana também freqüenta a escola no período da tarde para utilizar a sala de recursos.
Duas professoras e a instrutora de Libras, que também é surda, trabalham na sala de recursos, onde desenvolvem atividades lúdicas com diversos materiais, alguns deles confeccionados por elas. As professoras não querem parar de estudar e consideram satisfatória a oferta de cursos de capacitação profissional. Atualmente, elas fazem o curso de formação para atendimento educacional especializado oferecido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC).
Elas contam que recentemente descobriram uma forma de fazer com que uma aluna da escola, Beatriz Lopes, de sete anos, que tem paralisia cerebral, consiga olhar para o que faz com o lápis. “Sempre que ia usar o lápis, a Beatriz fazia um movimento para trás com a cabeça que a impedia de ver o que estava fazendo. Então, colocamos o lápis na boca da criança para ver como ela reagia e funcionou”, conta animada a professora Raquel Brito. Além de Marcílio e Beatriz, 11 alunos com diferentes tipos de deficiências estão matriculados e estudam na Escola Aricomedes da Silva.
A rede municipal de ensino de Florianópolis tem 12 salas de recursos multifuncionais
implementadas com recursos do Ministério da Educação.

Maria Pereira Filha

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=9061

Educação Inclusiva: Idéias e Propostas


FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES  EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS
Módulo 1: Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis e Política Nacional de Educação Especial

Educação Inclusiva: Idéias e Propostas

Texto redigido por Jeober, Dianayara, Geomar e Marcelo
Grupo: Paulo Afonso

            Oferecer oportunidades para que os portadores de Necessidades Educacionais Especiais possam se sentir incluídos no processo educacional tem sido o grande desafio da educação especial neste novo tempo.
            Para contribuir com esta discussão a Secretaria de Educação Especial (SEESP) do Ministério de Educação (MEC) elaborou um documento intitulado Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva que contém diretrizes para o sistema de ensino.
            Tal documento orienta que os estabelecimentos de ensino que precisam se adaptar estruturalmente (física e tecnologicamente), que os profissionais de educação sejam capacitados, que o ensino comum deva estar articulado com este atendimento especial, que devam existir instrumentos que possam acompanhar e avaliar esse atendimento.  Que a oferta se apresente desde o início da educação infantil, que as demais modalidades de educação possibilitem a ampliação de oportunidades de escolarização, dando condições e abrir um leque de possibilidades aos portadores de necessidades especiais obter uma formação que lhes proporcione o  ingresso no mundo culturalmente excludente, e da efetiva participação social. E que haja um trabalho em parceria trabalho com os demais setores da administração pública para poder oferecer, com qualidade, recursos de acessibilidade.
            Mesmo diante de tanta discussão relacionada ao tema, ainda percebe-se que os avanços vem ocorrendo a passos lentos. A sociedade não aderiu conscientemente para que houvesse uma resposta rápida dos entes administrativos. As ruas, em sua maioria continua oferecendo obstáculos aos deficientes visuais, aos cadeirantes. As pessoas com síndrome de Dawn ainda são hostilizadas. São os vestígios da Grécia antiga (Esparta, principalmente), predominantes na mentalidade de muitas pessoas neste novo milênio.
            A educação é direito de todos e dever da Federação, Estados e Municípios oferecê-la gratuitamente. Todos nascemos livres e portadores de direitos e deveres. Vários são os exemplos de pessoas ditas diferentes que tem demonstrado na prática que são capazes de superar a sua deficiência e desenvolver um trabalho tão digno quanto os ditos normais.
Uma proposta de educação inclusiva implica um processo, antes de tudo, de conscientização política de que todos devem ser agentes do ato educativo, independente de religião, etnia, gênero, sexualidade etc., partindo de um sistema redutor dessa exclusão que atenda, sobretudo, às adversidades sociais. Incluir é, portanto, colocar valores em ação pedagógica para que se otimize a participação de todos na aprendizagem. É propiciar uma intervenção estratégica na educação, pois é uma forma de assumir o ato educativo enquanto ato político de transformação social. Parece ficar, porém, ecoando a pergunta de lugar comum que faz parte da cultura pedagógica brasileira ante os grandes e polêmicos temas em educação: como elaborar uma proposta de educação inclusiva no intuito de diminuir as desigualdades na educação? O processo de conscientização deve envolver alunos, professores, comunidade, sociedade, movimentos organizados como: associação de moradores, sindicatos, instituições, movimentos sociais etc., apropriando-se de um método ativo, dialogal, crítico e criticizador.
No entanto, para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva, não basta que os docentes adotem o conceito de inclusão. É necessário que utilizem uma abordagem inclusiva do currículo; isto significa a existência de um currículo comum a todos os alunos, possibilitando-lhes a oportunidade de se envolverem de forma positiva nas atividades da classe.
Desta nova abordagem educacional é fundamental que escola seja capaz de aceitar a responsabilidade do progresso de todos os alunos, pelo que a adoção de um programa inclusivo pressupõe, necessariamente, uma abordagem que substitua o modelo tradicional consubstanciado na avaliação do aluno - prescrição - e ensino especializado, para uma abordagem focalizada na classe e avaliação das condições do ensino/aprendizagem.
Um currículo inclusivo baseia-se no princípio de que as boas práticas são apropriadas a todos os alunos, de forma a conseguir-se uma aprendizagem significativa para cada aluno. Desta forma é indispensável que o docente possua conhecimentos que lhe permitam ensinar, na mesma classe, alunos com capacidades diferentes e com níveis diferenciados de conhecimentos prévios.
Cada vez há uma maior evidência de que os alunos com necessidades educativas especiais não necessitam de estratégias pedagógicas distintas; podem precisar de mais tempo, de mais práticas ou de abordagens com variações individualizadas, mas não de estratégias diferentes das utilizadas com os outros alunos.