sábado, 6 de abril de 2013



PROJETO EDUCANDO COM A HORTA ESCOLAR

ESCOLA MUNICIPAL GILBERTO DE BARROS PEDROSA

INTRODUÇÃO


O Projeto Horta Escolar foi concebido em conjunto com professores, comunidade e Secretaria de Educação através do CONVIDA, com a finalidade de intervir na cultura alimentar e nutricional dos educandos na faixa etária de 7 a 14 anos, com base no entendimento de que é possível promover a educação integral de crianças e jovens de escolas e comunidades do seu entorno, por meio das hortas escolares incorporando a alimentação nutritiva, saudável e ambientalmente sustentável como eixo gerador da prática pedagógica.

OBJETIVO

A horta escolar tem como foco principal integrar as diversas fontes e recursos de aprendizagem, integrando ao dia a dia da escola gerando fonte de observação e pesquisa exigindo uma reflexão diária por parte dos educadores e educandos envolvidos. O projeto Horta Escolar visa proporcionar possibilidades para o desenvolvimento de ações pedagógicas por permitir práticas em equipe explorando a multiplicidade das formas de aprender.

oBJETIVOS ESPECIFICOS

1.      A partir da horta, o estudante tem garantida a possibilidade de aprender a plantar, selecionar o que plantar planejar o que plantou transplantar muda, regar, cuidar, colher, decidir o que fazer do que colheu, por exemplo, alteram sensivelmente a relação das pessoas com o ambiente em que elas vivem, estimulando a construção dos princípios de responsabilidade e comprometimento com a natureza, com o ambiente escolar e da comunidade, com a sustentabilidade do planeta e com a valorização das relações com a sua e com outras espécies.

2.      Por meio da horta é possível propiciar conhecimentos e habilidades que permitem às pessoas produzir, descobrir, selecionar e consumir os alimentos de forma adequada, saudável e segura e assim conscientizá-las quanto a práticas alimentares mais saudáveis, fortalecer culturas alimentares das diversas regiões do país e discutir a possibilidade do aproveitamento integral dos alimentos.


3.      Esses conhecimentos podem ser socializados na escola e transportados para a vida familiar dos educandos, por meio de estratégias de formação sistemática e continuada, como mecanismo capaz de gerar mudanças na cultura alimentar, ambiental e educacional.


A escolha do local está vinculada a disponibilidade de sol, água, condições de terreno e proteção de ventos fortes e frios. Poderá ser implementada em área retangular, cercada com alambrado e com um portão de acesso. Deve-se observar que o acesso das crianças a horta não deve oferecer risco algum de acidentes.

CRITERIOS PARA ESCOLA DO LOCAL PARA IMPLANTAÇÃO DA HORTA

 
Local Ensolarado: as hortaliças são plantas de crescimento rápido, mas precisam de muita luz para crescerem sadias e rapidamente.
Local próximo à água: água de boa qualidade e abundante é muito importante para a horta.
Terreno bem drenado: as raízes das hortaliças respiram em terrenos compactados ou encharcados a quantidade de ar disponível no solo é insuficiente para a respiração das  raízes, atrasando o crescimento e ocasionando em muitos casos o aparecimento de doenças nas raízes.

MATERIAIS NECESSARIOS


Os materiais básicos definidos para um manejo adequado são:

ITEM
MATERIAL
UTILIZAÇÃO
VALOR ESTIMADO
01
 Ancinho curvo de 14 dentes
Utilizado para nivelar o terreno e retirada do mato capinado
R$ 34,90
02
Conjunto para jardinagem
Utilizado em operações de transplante de plantas
R$ 33,50
03
Enxada
Usada para misturar adubos, terra e nas capinações.
R$ 28,70
04
Garfo
Coleta de mato e folhagem
R$ 7,40
05
Regadores
De diferentes tamanhos permitindo manuseio das crianças
R$ 23,50
06
Sacho
Para aforamento da terra a capina entre linhas de plantas.
R$ 10,85
07
Sementes;


08
Tela para proteção da horta

R$ 3,50 M
09
Estacas de madeira
Para delimitar a área da horta


etapas do nosso projeto


1.      Discussão sobre a implantação da horta na escola com os professores e funcionários nas reuniões pedagógicas e com os alunos em sala, sendo definidas as espécies que seriam cultivadas, área de plantio e forma de obtenção das sementes. Essa seleção de espécies levou em conta o clima da região, a estação de plantio e o tamanho da área selecionada. As informações necessárias para essas decisões foram resultantes de uma pesquisa realizada pelos professores coordenadora e alunos envolvidos no projeto. Nessas reuniões foram tomadas algumas decisões, como que atividade seria desenvolvida por cada turma participante.

  
REUNIÃO COM OS PAIS E ALUNOS


2.      Mobilização dos alunos da 4ª Ano e 5ª Ano, para a limpeza e construção da horta que foi demarcada com garrafas pet onde foi discutido o reaproveitamento de materiais descartáveis, a importância da alimentação de qualidade para a manutenção do organismo, o tipo de solo adequado para o cultivo das sementes escolhidas e a importância dos vegetais para o equilíbrio do planeta em relação à produção de oxigênio. Nessa etapa os alunos da 4º série foram submetidos a uma oficina de reaproveitamento de garrafas pet orientados pelos professores, onde foram confeccionados os recipientes para a plantação de temperos, abrindo a discussão sobre reaproveitamento e a ameaça do acumulo de lixo no meio ambiente. Durante a plantação dos temperos escolhidos, os alunos mencionaram a importância do solo adequado e adubado para o plantio. O professor da turma em questão já havia realizado um trabalho sobre a importância da alimentação de qualidade, abrindo espaço para a discussão do tema durante a confecção da horta. Os alunos do 1º ano foram estimulados a expor a experiência adquirida com esse trabalho através de desenhos e pinturas. Diante desse debate foi sugerido que os alunos fizessem um trabalho sobre os alimentos diversos e principalmente os escolhidos para o plantio, relacionando o seu valor nutricional, além da importância de uma dieta balanceada, destacando essa pesquisa em cartazes para exposição na escola.



3.      Os alunos do 3º ano elaboraram livros relacionados às ervas medicinais e suas propriedades, para serem distribuídos durante as reuniões de responsáveis. O trabalho de pesquisa e elaboração dos livros foi realizado em grupos e o resultado foi bastante satisfatório, já que os alunos deram preferência à pesquisa sobre as plantas comuns na região, comparando relatos dos moradores referentes às propriedades das ervas com a pesquisa teórica realizada.



METODOLOGIA UTILIZADA


·         Confecção de terrário, com o objetivo de dinamizar e facilitar a compreensão de conteúdos como: decomposição, ciclo da água, ciclo do oxigênio, brotamento, etc.
·         Utilização de fitas de vídeo e esquemas selecionados de diferentes livros didáticos, com o objetivo de enriquecer e reforçar os conteúdos expostos.
·         Implantação da horta com o objetivo de aplicar conteúdos de forma prática e dinâmica nas áreas de português, geografia, matemática, proporcionando o desenvolvimento da interdisciplinaridade.
·         Aulas expositivas, com o objetivo de inserir e reforçar os temas trabalhados.
·         Utilização de esquemas com o objetivo de enriquecer e ilustrar os conteúdos expostos.
·          

AVALIAÇÃO


É importante mencionar que esse projeto não tem tempo de duração pré-estabelecido, pois a cada ano novos alunos e turmas participarão dessa atividade estabelecendo um rodízio entre funcionários de apoio, professores e direção para garantir a manutenção desse projeto, tornando esse espaço um patrimônio da escola, onde a cada início de ano letivo, novos caminhos e estratégias deverão ser definidos para garantir a permanência de uma área viva, de imensa relevância para a comunidade interna e externa.
A Avaliação é realizada através de:
Relatórios.
 Avaliação escrita sobre os sobre os temas discutidos durante a implantação da horta.
Pesquisas escritas.
Participação nas atividades envolvendo a horta

CONCLUSÃO


A horta durante seu processo de implantação mobilizou pais, alunos e funcionários, possibilitando a aquisição de novos conhecimentos, onde todos através da pesquisa e prática puderam exercer uma atividade dinâmica, que favoreceu o ensino, incentivando a pesquisa e discussão de temas como: cadeia alimentar, ciclos da matéria, decomposição, fluxo de energia, entre outros, além de garantir a interação entre outras disciplinas, estabelecendo a discutida interdisciplinaridade que ao somar os conhecimentos abriu caminhos para o desenvolvimento da aprendizagem. Essa atividade também contribuiu para a valorização das experiências e saberes comuns aos alunos e as comunidades em questão, possibilitando o exercício da cidadania, através da inclusão social em um espaço que deveria ser compreendido como de todos. A distribuição de responsabilidades referente à implantação e manutenção da horta, contribuiu para o resgate e valorização de uma atividade depreciada por ambas as comunidades, que procuraram analisar através dos conhecimentos adquiridos a importância desse espaço como um campo de estudo vivo, onde a interação homem/meio ambiente se realizou, sendo este homem capaz de compreender sua ligação na teia de interações com os demais seres vivos. Essa proposta de trabalho enriqueceu a exposição dos conteúdos de ciências, além de contribuir de forma positiva para o fortalecimento e manutenção das relações professor/aluno, escola/comunidade e homem/ meio ambiente, tornando nesse sentido a escola um espaço democrático, comprometida com o resgate e construção de valores fundamentais para a conquista do cidadão participativo.













BIBLIOGRAFIA


Primeira referência. O texto se inicia a partir da margem esquerda do papel. As linhas têm espaços duplos. Quando o texto não tiver mais que uma linha, a segunda linha será automaticamente recuada.
Referências adicionais.

O nosso time de futebol de quadra masculino.

O nosso time de futebol de quadra masculino.


sábado, 29 de janeiro de 2011

REGISTRO FINAL DA INTERVENÇÃO


UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR



REGISTRO FINAL DA INTERVENÇÃO


 DADOS

1-      ORIENTANDO (A): Geomar Lima Nogueira

2-      ORIENTADOR (A): Maria Gilvanira Gomes

3-      TEMA:     O ESVAZIAMENTO DA DISCIPLINA NA ESCOLA

4-      ESCOLA: Escola Municipal Gilberto de Barros Pedrosa

5-      PERÍODO: Março/Dezembro de 2010


AÇÕES PREVISTAS NO PROJETO DE INTERVENÇÃO

Pesquisa sobre o tema violência escolar;
Promoção de discussão com os professores e os alunos sobre o tema em estudo;
Aplicação de questionários sobre o tema para alunos e professores e pais;
Promoção de atividades pedagógicas que desenvolvam a afetividade, a valorização da vida e a paz.



DETALHAMENTO DAS AÇÕES REALIZADAS

Inventário dos indicadores da violência em cada espaço escolar; Questionários, entrevistas e sistematização dos resultados. -Alunos, Professores, Funcionários e pais.
Debate / discussão sobre os indicadores da violência; Seminários, núcleo de discussões / debates e oficinas.
Organização de atos culturais; Teatro, música, atividades plásticas (pinturas e cartazes,) /Alunos, Professores, Pais.
Oficina de pais e responsáveis; Debates, discussões, entrevistas. / Pais e entidades comunitárias.
Integração dos projetos afins; Encontro e debate com outros projetos existentes na escola e na comunidade. / Instituições e entidades comunitárias.
Integração entre escolas; Visita de grupos de alunos e professores para partilha e discussões. / Alunos e Professores.



DIFICULDADES ENCONTRADAS

A indisciplina representa um dos principais fenômenos que geram dificuldades no contexto escolar. Esse fato vem se agravando de tal forma que nem a escola nem a família conseguem solucionar o problema. O professor que vem para ministrar sua aula desmotivado, fatores externos que influenciam nas relações e comportamentos no ambiente escolar, a relação familiar: pais e filhos, mães e filhos  repleta de afetividade o que dificulta a visualização dos problemas e dificuldades de forma ampla, ou seja, para um pai é difícil entender que seu filho possa ter atitudes de desrespeito diante do professor, são  exemplos de algumas das dificuldades.
A agressividade, a birra, podem surgir dentro do ambiente familiar e são fatores que podem intensificar o aparecimento da indisciplina do aluno na escola.



RESULTADOS ALCANÇADOS

Diminuição das agressões físicas e verbais entre alunos e entre pais e alunos, reconhecimento dos pais quanto as suas atitudes e o poder que elas tinham sobre a vida escolar dos seus filhos, maior respeito aos professores por parte e pais e alunos.



REFLEXÕES SOBRE A INTERVENÇÃO

A sociedade mudou a família também, o aluno de hoje é diferente, mas a escola continua com seus métodos de ensino como a décadas atrás. Assim, o comportamento indisciplinado do aluno sinalizaria que algo na escola e na sala de aula não está ocorrendo de acordo com as expectativas principalmente dos alunos, e mais, estes estariam reivindicando mudanças necessárias para que se realize o objetivo da escola: uma educação de qualidade, que desperte o interesse do aluno pelo aprendizado e pelo ambiente escolar. É preciso continuar investindo na melhoria da qualidade do ensino em nossas escolas, para isso é fundamental o maior interesse das políticas públicas na educação, incentivando a formação e aperfeiçoamento do quadro docente, realizando melhorias do espaço físico das escolas, além de contar com a participação efetiva da família e da comunidade.
Após o término da pesquisa nos sentimos, cada vez mais, comprometidos com essa realidade. Se buscarmos coerência nas ações tomadas de antemão temos que analisar e conhecer a rede de elementos que constitui o problema a ser resolvido. Nesse sentido, compreender os sentidos e significados que são atribuídos pelos personagens que constituem a escola, ou seja, diretores, coordenadores, professores e alunos são indispensáveis. A partir do olhar que eles dirigem sobre essa questão conseguiremos tomar consciência de onde deve iniciar o processo de intervenção.

As pedagogias


ATIVIDADE PRESENCIAL
NOME: Geomar Lima Nogueira
CIDADE PÓLO: Paulo Afonso
DATA: 09/09/2009        CURSO: Docência do Ensino Superior

 Pedagogia tradicional
Nesta tendência pedagógica, as ações de ensino estão centradas na exposição dos conhecimentos pelo professor. O professor assume funções como vigiar e aconselhar os alunos, corrigir e ensinar a matéria. É visto como a autoridade máxima, um organizador dos conteúdos e estratégias de ensino e, portanto, o único responsável e condutor do processo educativo. Há predominância da exposição oral dos conteúdos, seguindo uma seqüência predeterminada e fixa, independentemente do contexto escolar; enfatiza-se a necessidade de exercícios repetidos para garantir a memorização dos conteúdos. Os conteúdos e procedimentos didáticos não estão relacionados ao cotidiano do aluno e muito menos às realidades sociais. O professor transmite o conteúdo como uma verdade a ser absorvida.
 Como conseqüência desta influência, a ação docente é fragmentada e assentada na memorização, os profissionais educadores têm dificuldades de utilizar outras formas de ensinar que não a de transmitir conhecimentos. As repercussões dessa corrente pedagógica, tanto em nível individual quanto social, são:
• Em nível individual: (a) hábito de tomar notas e memorizar; (b) passividade do aluno e falta de atitude crítica; (c) profundo "respeito" quantos fontes de informação, sejam elas professores ou textos; (d) distância entre teoria e prática; (e) tendência ao racionalismo radical; (f) preferência pela especulação teórica; e (g) falta de "problematização" da realidade.
 • Em nível social: (a) adoção inadequada de informações científica e tecnológica de países desenvolvidos; (b) adoção indiscriminada de modelos de pensamento elaborado em outras regiões (inadaptação cultural); (c) individualismo e falta de participação e cooperação; e (d) falta de conhecimento da própria realidade e, conseqüentemente, imitação de padrões intelectuais, artístico e institucionais estrangeiros; submissão à dominação e ao colonialismo; manutenção da divisão de classes sociais .


 Pedagogia renovada
Essas correntes, embora admitam divergências, assumem um mesmo princípio norteador de valorização do indivíduo como ser livre, ativo e social O centro da atividade escolar não é o professor nem os conteúdos disciplinares, mas sim o aluno, como ser ativo e curioso. O mais importante não é o ensino, mas o processo de aprendizagem.
O professor facilita o desenvolvimento livre e espontâneo do indivíduo, o processo de busca pelo conhecimento, que deve partir do aluno. Cabe ao professor organizar e coordenar as situações de aprendizagem, adaptando suas ações às características individuais dos alunos, para desenvolver capacidades e habilidades intelectuais de cada um. O professor estimula ao máximo a motivação dos alunos, despertando neles a busca pelo conhecimento, o alcance das metas pessoais, metas de aprendizagem e desenvolvimento de competências e habilidades. Desta forma, o processo de ensino é desenvolvido para proporcionar um ambiente favorável ao autodesenvolvimento e valorização do "eu" do aluno.

Pedagogia por condicionamento
Esta pedagogia se concentra no modelo da conduta mediante um jogo eficiente de estímulos e recompensas capaz de "condicionar" o aluno a emitir respostas desejadas pelo professor. A prática pedagógica é altamente controlada e dirigida pelo professor, com atividades mecânicas inseridas em uma proposta educacional rígida e passível de ser totalmente programada em detalhes.
Nesta tendência, o professor funciona como modelador do comportamento através de técnicas específicas. Os conteúdos de ensino são as informações, os princípios científicos, as leis, entre outros, ordenados em uma seqüência lógica e psicológica por especialistas. É privilegiado no ensino o conhecimento observável e mensurável, advindo da ciência objetiva, eliminando-se qualquer sinal de subjetividade. Os métodos utilizados são os procedimentos e técnicas necessários ao arranjo e controle do ambiente da aprendizagem a fim de que seja assegurada a transmissão/recepção das informações. As conseqüências da pedagogia do condicionamento ou modelagem da conduta são as seguintes:
• Em nível individual: (a) aluno ativo, emitindo respostas que o sistema o permitir; (b) alta eficiência da aprendizagem de dados e processos; o aluno não questiona os objetivos nem o método, tampouco participa em sua seleção; (c) o aluno tem oportunidade de criticar as mensagens (conteúdos) do programa; (d) o tipo e a oportunidade dos reforços são determinados pelo programador do sistema; (e) tendência ao individualismo salvo quando o programa estabelece oportunidades de co-participação; (f) tendência à competitividade: o aluno mais rápido ganha em status e em acesso a materiais ulteriores; e (g) tendência a renunciar à originalidade e à criatividade individuais: as respostas corretas são preestabelecidas.
• Em nível social: (a) tendência à robotização da população com maior ênfase na produtividade e eficiência do que na criatividade e na originalidade; (b) costumes de dependência de uma fonte externa para o estabelecimento de objetivos, métodos e reforços: desenvolvimento da necessidade de um líder; (c) falta de desenvolvimento de consciência crítica e cooperação; (d) suscetibilidade dos programas à manipulação ideológica e tecnológica; (e) ausência de dialética "professor-conteúdo", salvo em sessões eventuais de reajustes; (f) dependência de fontes estrangeiras de programas, equipamentos e métodos; (g) tendência ao conformismo por razões superiores de eficiência e pragmatismo utilitário.
O que é valorizado nessa perspectiva não é o professor, mas a tecnologia; o professor passa a ser um mero especialista na aplicação de manuais e sua criatividade fica restrita aos limites possíveis e estreitos da técnica utilizada. A função do aluno é reduzida a um indivíduo que reage aos estímulos de forma a corresponder a respostas esperadas pela escola, para ter êxito e avançar. Seus interesses e seu processo particular não são considerados e a atenção que recebe é para ajustar seu ritmo de aprendizagem ao programa que o professor deve implementar.

Pedagogias críticas
Nesta pedagogia, a educação é uma atividade em que professores e alunos são mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa realidade, a fim de nela atuarem, possibilitando a transformação social.
A experiência provada na educação tradicional mostra que neste sistema só se formam indivíduos medíocres, por não haver estímulo para a criação. Na educação renovada, pretende-se uma libertação psicológica individual, sendo na realidade uma educação domesticadora, já que em nada contribui para desvelar a realidade social de opressão. Já a educação libertadora questiona concretamente a realidade das relações do homem com a natureza e com os outros homens, visando a uma transformação
Nesta pedagogia, o método de ensino é realizado na forma de trabalho educativo, através dos grupos de discussão. O professor está ao mesmo nível de importância em relação aos alunos, visto que seu papel é animar a discussão. Dessa forma, o método de ensino se baseia na relação dialógica entre os atores da aprendizagem, tanto alunos quanto professor. A aprendizagem se dá através de uma ação motivada, da codificação de uma situação problema, da qual se distancia para analisá-la criticamente. Aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelo educando, que se dá através de uma aproximação crítica dessa realidade. O que é aprendido não decorre da imposição ou memorização, mas do nível crítico de conhecimento ao qual se chega pelo processo de compreensão, reflexão e crítica.
                                                                                                                       
ANALISE DAS PEDAGOGIAS
Em um país com tamanha diversidade cultural, grandes extensões territoriais e uma enorme desigualdade de oportunidades educacionais, muitas vezes deparamos com realidades educacionais bastante distintas.
Há regiões do Brasil em que os docentes não recebem nenhum suporte teórico-metodológico à sua prática pedagógica e, quando o recebem, muitas vezes não conseguem incorporar no contexto de sua sala de aula o que aprenderam nos programas oficiais de formação de leitores, a ponto de encontrarem uma ressignificação para suas práticas diárias. O professor,muitas vezes, não consegue relacionar a teoria à sua prática e até hoje muitas conquistas educacionais dos últimos 30 anos ainda não saíram da teoria para serem colocadas em prática. A condição de aluno pela qual muitos professores passaram durante anos em suas vidas marcou decisivamente suas concepções sobre a aquisição do conhecimento e sobre os estas não se modificam somente por ações pontuais.
Conseqüentemente, novas metodologias de ensino podem provocar desconforto e ameaça à sua identidade profissional. Muitos professores ainda preferem continuar trabalhando com os métodos tradicionais de ensino, uma vez que se sentem desconfortáveis ao não trabalharem com aquilo que lhes é familiar. Além disso, muitas vezes também se percebe uma certa desorientação coletiva que se reflete no pensamento e na ação educativa, em decorrência da incerteza que permeia as relações e as instituições sociais neste início do século XXI. É preciso que os educadores analisem o verdadeiro sentido esperado da educação para este século e que ajudem o ser humano a inserir-se na sociedade como um elemento de transformação. Em decorrência dos fatores expostos anteriormente, destaca-se que o professor, muitas vezes, vem exercendo sua profissão sem as mínimas condições necessárias para um desempenho satisfatório, necessitando trabalhar a reflexão e as múltiplas leituras em salas de aula bastante numerosas, pouco importando à instituição a qualidade de ensino que é oferecida a seus alunos. Torna-se, portanto, quase inevitável que o professor se utilize do poder conferido pela sua posição e atue com autoritarismo, dificultando em muito um adequado desenvolvimento do relacionamento interpessoal com seus alunos e deixando de promover interações harmoniosas nessa situação escolar. Certamente ele se utilizará do "poder" que lhe é conferido para tentar promover uma relação de ensino-aprendizagem relativamente satisfatória (para a direção da escola, não para os alunos!). O "poder" deveria ser visto e utilizado de maneira positiva e até mesmo necessária para manter a existência sadia do processo de ensino-aprendizagem e de um relacionamento equilibrado entre alunos e professores, mas não deveria tornar inviável o diálogo democrático dentro da sala de aula, inquietando, inibindo o aluno e perpetuando as desigualdades dentro e fora da sala de aula. A redistribuição do poder não apenas dentro da sala de aula entre professor e alunos, mas na sociedade como um todo, é defendida pelas abordagens da pedagogia crítica, nas quais os alunos são agentes ativos na construção do conhecimento e são levados a refletir criticamente sobre a realidade que os cerca. O poder deve, sim, ser utilizado como tentativa (que pode não ser bem sucedida) de dar voz aos alunos. Mas isso não significa dar um espaço pro forma e falsamente         democrático na instituição somente para dizer que o aluno pode expor suas idéias; à medida que o aluno tem seu espaço legitimado para falar, cabe ao educador ouvi-lo e, quando necessário, redirecionar suas ações para atender. O professor não deve mais ser concebido como um técnico, um simples executor de normas e coadjuvante da função reprodutiva da escola, mas sim como um profissional crítico e reflexivo sobre questões essenciais em sua prática docente, contribuindo tanto para a renovação do conhecimento pedagógico quanto do próprio ensino, na tentativa de permanentemente o adequar às necessidades dos alunos na época de transição em que vivemos.